Curso de primeiros socorros: 10 dicas para salvar um cão ou gato

Curso de primeiros socorros: 10 dicas para salvar um cão ou gato

 

Assim como as crianças, cães e gatos não possuem noção de perigo. Curiosos, estão sempre farejando uma novidade, uma brincadeira, que por mais ingênua que pareça pode lhes custar a vida. De uma queda brusca a asfixia causada por um brinquedo ou mesmo ossinho, sua vida pode correr perigo em fração de segundos. Boa parte dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas.

 

 

Foto: Reprodução Época

 

“Sabemos que em uma situação envolvendo acidentes ficamos nervosos, mas devemos ter calma, colocar a emoção de lado e ser frios. A calma garantirá uma avaliação perfeita do quadro geral, assim o socorrista conseguirá ajudar melhor”, destaca a médica veterinária, professora e proprietária do CETAC – Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária, Dra, Elaine Pessuto.

Certificar-se de que o animal respira e se seu coração está batendo é o primeiro passo antes de qualquer ação. Para ensinar quais são as medidas a serem tomadas em casos de emergência, o CETAC desenvolveu o primeiro curso de primeiros socorros para donos de animais e leigos do país. A partir de agora muitos donos vão saber como proceder em casos de emergência para realizar os primeiros socorros até a chegada do médico veterinário.

Atenta aos acidentes mais comuns e com base na grade do curso a Dr. Elaine responde as 10 dúvidas mais frequentes e indica algumas medidas eficazes que podem ser tomadas em situações de risco.

1) Como proceder em caso de atropelamento? Imobilizar o animal seria a primeira providência?
Sim. As fraturas por vezes são visíveis outras não, então imobilizar para impedir lesões permanentes como em casos de fratura de coluna é imprescindível. Em casos de hemorragias conhecer os pontos para torniquetes também é essencial.

2) O animal sofreu uma queda. Como é possível carregá-lo sem prejudicar ainda mais seu estado?
Conhecer a anatomia básica do animal é importante para salvá-lo, podemos imobilizar o membro fraturado com talas ou até improvisar macas prendendo os animais nas mesmas impedindo movimentos bruscos. Para saber se há fraturas (quando não são expostas) é necessário saber palpar, com o movimento dos dedos conseguimos perceber se existe perda da continuidade do osso, ou uma espécie de ‘barulhinho’ chamado crepitar é sentido, enfim, existe um método de identificação de fraturas. Em alguns casos a fratura é tão severa que podemos notá-la facilmente, pois o membro pode ‘virar’ em posições completamente anormais.

3) Em casos de intoxicação com produto químico ou remédio, como é melhor agir?

Dependendo do produto é importante fazer o animal vomitar e proteger a mucosa gástrica e intestinal. Com produtos abrasivos como soda cáustica, por exemplo, não podemos fazer esse tipo de procedimento.

4) O animal engoliu acidentalmente um vidro ou objeto cortante, como agir?
Não devemos dar nada para o animal ingerir, pois este objeto, que chamamos corpo estranho, pode ‘descer’ ainda mais. O importante nesse caso é correr o mais rápido possível para uma clínica veterinária, pois é o tipo de emergência que um socorrista não consegue ajudar. Esse tipo de emergência é cirúrgica.

5)Como prestar socorro para pets que ficam com ossinhos, brinquedos ou outros objetos parados na garganta e apresentam sinais de sufocamento?
Existe uma manobra parecida com a feita em pessoas sufocadas, chamada ‘heimilich’. No caso dos animas, fazemos de forma modificada. Essa é uma das possibilidades de retirar um animal de um sufocamento.

6)Em casos de envenenamento, ou mesmo picadas de cobras, como agir?
É importante identificar o animal que causou a picada. Existem cobras capazes de causar necrose de pele, problemas de coagulação, ou alterações neurológicas. Para todas essas situações é necessário que o animal tome o soro antiofídico, mas também são importantes os procedimentos para a retirada do veneno e torniquetes.

7) Como saber quando um animal está sofrendo uma parada cardíaca e como reanimá-lo a tempo?
Um socorrista deve saber verificar os batimentos cardíacos e a pulsação do animal, diante disso é possível verificar se o animal está em parada cardíaca.
Quanto mais rápido for o início da manobra de reanimação, maiores serão as chances de sucesso.

8) Como prestar socorro para animais que estão tendo uma hemorragia ou sofreram um corte profundo?
Depende do local da lesão, se a lesão não tiver afetado nenhuma artéria importante fazer a limpeza, fechar com atadura e levar para um veterinário próximo. Caso tenha acometido alguma artéria importante é necessário fazer um torniquete e levá-lo, pois é uma emergência cirúrgica.

9) Qual a primeira medida a ser tomada em casos de queimaduras?
Lavar com água corrente por cerca de 10 minutos e encaminhar a um veterinário.

10)Como descobrir se o animal está em estado de choque? E como proceder neste caso?
Existem parâmetros que devem ser avaliados em casos de acidentes, esses parâmetros nos direcionam quanto à gravidade do quadro e consequentemente se o animal está em choque.

Indicado para leigos, ou seja, para aqueles que desejam conhecer para ajudar em casos de urgências e emergências, como amantes e tutores de animais,   proprietários de pet shops, day care,  hotel para cães, o curso de primeiros socorros é inédito  e consiste em três semanas de aula, ministradas de segunda a sexta-feira.

Serviço:
Curso Primeiros Socorros
Horário das Turmas: manhã (9h às 13h) ou noite (19h30 às 22h30).
Valor: R$ 1.100,00.
Informações e inscrições pelo site www.cetacvet.com.br/ CETAC – Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária
R. Castro Alves, nº 284. Tel.: 11 2305-8666

Fonte: Época

Texto cedido por ANDA

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